segunda-feira, 17 de maio de 2010

História

    Sala de Aula de Angico (onde se pode ver Professor Paulo Freire) - 1963

Sala de Aula de Angico (onde se pode ver Professor Paulo Freire) - 1963

Formatura em Angico - 1963

Formatura em Angico - 1963

A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

Porcaro, Rosa Cristina[1]

A história da educação de jovens e adultos no Brasil é muito recente. Embora venha se dando desde o período do Brasil Colônia, de uma forma mais assistemática, as iniciativas governamentais no sentido de oferecer educação para os jovens e adultos são recentes. No Brasil Colônia, a referência à população adulta era apenas de educação para a doutrinação religiosa, abrangendo um caráter muito mais religioso que educacional. Nessa época, pode-se constatar uma fragilidade da educação, por não ser esta responsável pela produtividade, o que acabava por acarretar descaso por parte dos dirigentes do país (CUNHA, 1999). No Brasil Império, começaram a acontecer algumas reformas educacionais e estas preconizavam a necessidade do ensino noturno para adultos analfabetos. Em 1876, foi feito então, um relatório, pelo ministro José Bento da Cunha Figueiredo, apontando a existência de 200 mil alunos freqüentes às aulas noturnas. Durante muito tempo, portanto, as escolas noturnas eram a única forma de educação de adultos praticada no país. Segundo CUNHA (1999), com o desenvolvimento industrial, no início do século XX, inicia-se um processo lento, mas crescente, de valorização da educação de adultos. Porém, essa preocupação trazia pontos de vista diferentes em relação à educação de adultos, quais sejam: a valorização do domínio da língua falada e escrita, visando o domínio das técnicas de produção; a aquisição da leitura e da escrita como instrumento da ascensão social; a alfabetização de adultos vista como meio de progresso do país; a valorização da alfabetização de adultos para ampliação da base de votos.

A partir de 1940, começou-se a detectar altos índices de analfabetismo no país, o que acarretou a decisão do governo no sentido de criar um fundo destinado à alfabetização da população adulta analfabeta. Em 1945, com o final da ditadura de Vargas, iniciou-se um movimento de fortalecimento dos princípios democráticos no país. Com a criação da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), ocorreu, então, por parte desta, a solicitação aos países integrantes (e entre eles, o Brasil) de se educar os adultos analfabetos. Devido a isso, em 1947, o governo lançou a 1ª Campanha de Educação de Adultos, propondo: alfabetização dos adultos analfabetos do país em três meses, oferecimento de um curso primário em duas etapas de sete meses, a capacitação profissional e o desenvolvimento comunitário. Abriu-se, então, a discussão sobre o analfabetismo e a educação de adultos no Brasil. Nessa época, o analfabetismo era visto como causa (e não como efeito) do escasso desenvolvimento brasileiro. Além disso, o adulto analfabeto era identificado como elemento incapaz e marginal psicológica e socialmente, submetido à menoridade econômica, política e jurídica, não podendo, então, votar ou ser votado (CUNHA, 1999).

Segundo SOARES (1996), essa 1ª Campanha foi lançada por dois motivos: o primeiro era o momento pós guerra que vivia o mundo, que fez com que a ONU fizesse uma série de recomendações aos países, entre estas a de um olhar específico para a educação de adultos. O segundo motivo foi o fim do Estado Novo, que trazia um processo de redemocratização, que gerava a necessidade de ampliação do contingente de eleitores no país. Ainda, no momento do lançamento dessa 1ª Campanha, a Associação de Professores do Ensino Noturno e o Departamento de Educação preparavam o 1º Congresso Nacional de Educação de Adultos. O Ministério, então, convocou dois representantes de cada Estado para participarem do Congresso. O SEA (Serviço de Educação de Adultos do MEC), a partir daí, elaborou e enviou, para discussões, aos SEAs estaduais, um conjunto de publicações sobre o tema. As concepções presentes nessas publicações, segundo SOARES (1996), eram: o investimento na educação como solução para problemas da sociedade; o alfabetizador identificado como missionário; o analfabeto visto como causa da pobreza; o ensino de adultos como tarefa fácil; a não necessidade de formação específica; a não necessidade de remuneração, devido à valorização do “voluntariado”. A partir daí, então, iniciou-se um processo de mobilização nacional no sentido de se discutir a educação de jovens e adultos no país. De certa forma, portanto, embora a Campanha não tenha tido sucesso, conseguiu alguns bons resultados, no que se refere a essa visão preconceituosa, que foi sendo superada a partir das discussões que foram ocorrendo sobre o processo de educação de adultos. Diversas pesquisas, então, foram sendo desenvolvidas e algumas teorias da psicologia foram, gradativamente, desmentindo a idéia de incapacidade de aprendizagem designada ao educando adulto.

Assim, muitas críticas foram sendo feitas ao método de alfabetização adotado para a população adulta nessa Campanha, como as precárias condições de funcionamento das aulas, a baixa freqüência e aproveitamento dos alunos, a má remuneração e desqualificação dos professores, a inadequação do programa e do material didático à clientela e a superficialidade do aprendizado, pelo curto período designado para tal. Deu-se, então, o declínio da 1ª Campanha, devido aos resultados insatisfatórios (SOARES, 1996). Porém, dentre todas as delegações, uma se destacou, por ir além das críticas, apontando soluções. Foi a delegação de Pernambuco, da qual fazia parte Paulo Freire, que propunha uma maior comunicação entre o educador e o educando e uma adequação do método às características das classes populares.

Como resultado da 1ª Campanha, portanto, SOARES (1996) aponta a criação de uma estrutura mínima de atendimento, apesar da não valorização do magistério. Ao final da década de 50 e início da década de 60, iniciou-se, então, uma intensa mobilização da sociedade civil em torno das reformas de base, o que contribuiu para a mudança das iniciativas públicas de educação de adultos. Uma nova visão sobre o problema do analfabetismo foi surgindo, junto à consolidação de uma nova pedagogia de alfabetização de adultos, que tinha como principal referência Paulo Freire. Surgiu um novo paradigma pedagógico – um novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. O analfabetismo, que antes era apontado como causa da pobreza e da marginalização, passou a ser, então, interpretado como efeito da pobreza gerada por uma estrutura social não igualitária (SOARES,1996).

A idéia que foi surgindo foi a de que o processo educativo deveria interferir na estrutura social que produzia o analfabetismo, através da educação de base, partindo de um exame crítico da realidade existencial dos educandos. Na percepção de Paulo Freire, portanto, educação e alfabetização se confundem. Alfabetização é o domínio de técnicas para escrever e ler em termos conscientes e resulta numa postura atuante do homem sobre seu contexto. Essas idéias de Paulo Freire se expandiram no país e este foi reconhecido nacionalmente por seu trabalho com a educação popular e, mais especificamente, com a educação de adultos. Em 1963, o Governo encerrou a 1ª Campanha e encarregou Freire de organizar e desenvolver um Programa Nacional de Alfabetização de Adultos. Porém, em 1964, com o Golpe Militar, deu-se uma ruptura nesse trabalho de alfabetização, já que a conscientização proposta por Freire passou a ser vista como ameaça à ordem instalada.

A partir daí, deu-se o exílio de Freire e o início da realização de programas de alfabetização de adultos assistencialistas e conservadores. Dentro desse contexto, em 1967, o Governo assumiu o controle da alfabetização de adultos, com a criação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), voltado para a população de 15 a 30 anos, objetivando a alfabetização funcional – aquisição de técnicas elementares de leitura, escrita e cálculo. Com isso, as orientações metodológicas e os materiais didáticos esvaziaram-se de todo sentido crítico e problematizador proposto anteriormente por Freire (CUNHA, 1999). Na década de 70, ocorreu, então, a expansão do MOBRAL, em termos territoriais e de continuidade, iniciando-se uma proposta de educação integrada, que objetivava a conclusão do antigo curso primário. Paralelamente, porém, alguns grupos que atuavam na educação popular continuaram a alfabetização de adultos dentro da linha mais criativa. Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, LDB 5692/71, implantou-se o Ensino Supletivo, sendo dedicado um capítulo específico para a EJA. Esta Lei limitou o dever do Estado à faixa etária dos 7 aos 14 anos, mas reconheceu a educação de adultos como um direito de cidadania, o que pode ser considerado um avanço para a área da EJA no país.

Em 1974, o MEC propôs a implantação dos Centros de Estudos Supletivos (CES), que se organizavam com o trinômio tempo, custo e efetividade. Devido à época vivida pelo país, de inúmeros acordos entre MEC e USAID, estes cursos oferecidos foram fortemente influenciados pelo tecnicismo, adotando-se os módulos instrucionais, o atendimento individualizado, a auto-instrução e a argüição em duas etapas – modular e semestral. Como conseqüências, ocorreram, então, a evasão, o individualismo, o pragmatismo e a certificação rápida e superficial (SOARES, 1996). Nos anos 80, com a abertura política, as experiências paralelas de alfabetização, desenvolvidas dentro de um formato mais crítico, ganharam corpo. Surgiram os projetos de pós alfabetização, que propunham um avanço na linguagem escrita e nas operações matemáticas básicas. Em 1985, o MOBRAL foi extinto e surgiu, em seu lugar, a Fundação EDUCAR, que abriu mão de executar diretamente os projetos e passou a apoiar financeira e tecnicamente as iniciativas existentes. De acordo com CUNHA (1999), a década de 80 foi marcada pela difusão das pesquisas sobre língua escrita com reflexos positivos na alfabetização de adultos. Em 1988, foi promulgada a Constituição, que ampliou o dever do Estado para com a EJA, garantindo o ensino fundamental obrigatório e gratuito para todos.

Nos anos 90, o desafio da EJA passou a ser o estabelecimento de uma política e de metodologias criativas, com a universalização do ensino fundamental de qualidade. Em nível internacional, ocorreu um crescente reconhecimento da importância da EJA para o fortalecimento da cidadania e da formação cultural da população, devido às conferências organizadas pela UNESCO, criada pela ONU e responsabilizada por incrementar a educação nos países em desenvolvimento. Esta, então, chamou uma discussão nacional sobre o assunto, envolvendo delegações de todo o país. A partir dessa mobilização nacional, foram organizados os Fóruns Estaduais de EJA, que vêm se expandindo em todo o país, estando presentes, atualmente, em todos os estados brasileiros, com exceção de Roraima. Isso se deu da seguinte forma: em 1996, ocorreu uma intensa mobilização incentivada pelo MEC e pela UNESCO, como forma de preparação para a V CONFITEA. O MEC instituiu, então, uma Comissão Nacional de EJA, para incrementar essa mobilização. A recomendação dada foi que cada Estado realizasse um encontro para diagnosticar metas e ações de EJA. Desde então, as instituições envolvidas decidiram dar prosseguimento a esses encontros. Em 1997, a UNESCO convocou SEEs, SMEs, Universidades e ONG’s para a preparação da V CONFITEA, através da discussão e da elaboração de um documento nacional com diagnóstico, princípios, compromissos e planos de ação. Estes eventos de intercâmbio marcaram o ressurgimento da área de EJA. Em 1998, os mineiros implantaram seu Fórum Estadual. No mesmo ano, a Paraíba e o Rio Grande do Norte fizeram o mesmo.

Seguindo essa corrente de intercâmbios, Curitiba realizou um encontro, patrocinado pela UNESCO, para a socialização da V CONFITEA. Como conseqüência desse Encontro, veio a decisão de se iniciar uma série de encontros nacionais de EJA. Sendo assim, em 1999, ocorreu o 1º ENEJA, no Rio de Janeiro, onde participaram os Fóruns do Rio, de Minas, do Espírito Santo, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Esse Encontro acabou sendo um estímulo para o surgimento de outros Fóruns. A partir daí, esses Encontros vêm ocorrendo anualmente, na seguinte seqüência: em 2000, o II ENEJA, em Campina Grande – Paraíba – com a participação de oito Fóruns; em 2001, o III ENEJA, em , com a participação do 10 Fóruns; em 2002, o IV ENEJA, em Belo Horizonte, Minas Gerais, com a participação de 12 Fóruns; em 2003, o V ENEJA, em Cuiabá, Goiás, com a participação de 17 Fóruns; em 2004, o VI ENEJA, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com a participação de 22 Fóruns; em 2005, o VII ENEJA, em Brasília, Distrito federal, com a participação de 24 Fóruns; em 2006, o VIII ENEJA, em Recife, Pernambuco, com a participação de 26 Fóruns.

A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB 9334/96 propôs, em seu artigo 3o , a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, a garantia de padrão de qualidade, a valorização da experiência extra-escolar e a vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. Tais princípios estimularam a criação de propostas alternativas na área de EJA. Assim, embora a Lei tenha dedicado apenas uma seção com dois artigos à EJA, os artigos 2o, 3o e 4o tratam essa educação sob o ponto de vista do ensino fundamental, o que pode ser considerado um ganho para a área. Além disso, ao determinar a identificação daqueles que não tiveram acesso ao ensino fundamental, abriu um espaço de intervenção que criou possibilidades de confronto entre o universo da demanda e o volume e qualidade da oferta, o que pode gerar um maior compromisso do setor público com a EJA.

Na década de 90, o governo se desobrigou de articular a política nacional de EJA, incumbindo os municípios disso. Nesse momento, então, inúmeras iniciativas vão emergindo, ocorrendo parcerias entre municípios, ONG’s e Universidades. Surgem, então, nesse contexto, os Fóruns de EJA, como espaços de encontros e ações em parceria entre os diversos segmentos envolvidos com a área, com o poder público (administrações públicas municipais, estaduais e federal), com as universidades, sistemas S, ONG’s, movimentos sociais, sindicatos, grupos populares, educadores e educandos. Esses Fóruns têm como objetivo, dentre outros, a troca de experiências e o diálogo entre as instituições. De acordo com SOARES (2004), os Fóruns são movimentos que articulam instituições, socializam iniciativas e intervêm na elaboração de políticas e ações da área de EJA. Estes ocorrem num movimento nacional, com o objetivo de interlocução com organismos governamentais para intervir na elaboração de políticas públicas.

O surgimento dos Fóruns se dá de formas diferentes em cada Estado. Em Alagoas, o Fórum Estadual surge antes da década de 90, como um coletivo de educação popular e, em 1990, como Fórum Estadual propriamente dito. No Distrito Federal, forma-se, em 1990, um grupo de trabalho coletivo de alfabetização de adultos e, somente em 2003, forma-se o Fórum Estadual. Em Pernambuco, acontece uma articulação pela educação de adultos. Porém, o Rio de Janeiro é o primeiro estado a criar um Fórum Estadual de EJA. Em 2001, foi organizada, em Brasília, uma reunião para compreender os desafios dos Fóruns, patrocinado pela RAAAB. Desta, conclui-se que os Fóruns de EJA têm o objetivo de socializar informações e trocar experiências, sendo um espaço de pluralidade. A partir do momento em que o MEC se ausenta da qualidade de articulador de uma política nacional para a EJA, os Fóruns surgem como uma estratégia de mobilização das instituições do país que estão diretamente envolvidas com a EJA, ou seja, o conhecimento do que se faz, a socialização de experiências, leva à articulação e à intervenção. Os Fóruns se instalam, portanto, como espaços de diálogos, onde os segmentos envolvidos com a EJA planejam, organizam e propõem encaminhamentos em comum. Nesse sentido, mantêm reuniões permanentes, onde aprendem com o diferente, exercitando a tolerância (SOARES, 2004). Os Fóruns mantêm uma secretaria executiva, com representantes dos segmentos, que preparam plenárias, podendo ser mensais, bimestrais ou anuais, de acondo com a realidade específica de cada Fórum. Além disso, existem as plenárias itinerantes, como a do Estado da Paraíba. A maneira como esses Fóruns se mantêm tem sido um desafio, pois não existe pessoa jurídica que receba ou repasse recursos, sendo que a participação se dá por adesão. Nesse período, vão surgindo, também, os Fóruns Regionais, num processo de descentralização e interiorização dos Fóruns.

Com o surgimento dos Fóruns, então, a partir de 1997, a história da EJA passa a ser registrada num Boletim da Ação Educativa, que socializa uma agenda dos Fóruns e os relatórios dos ENEJAs. De 1999 a 2000, então, os Fóruns passam a marcar presença nas audiências do Conselho Nacional de Educação para discutir as diretrizes curriculares para a EJA. Em alguns Estados, ainda, passaram a participar da elaboração das diretrizes estaduais e em alguns municípios, participaram da regulamentação municipal da EJA. Além disso, a Secretaria da Erradicação do Analfabetismo instituiu uma Comissão Nacional de Alfabetização e solicitou aos Fóruns uma representação. Os Fóruns, portanto, têm sido interlocutores da EJA no cenário nacional, contribuindo para a discussão e o aprofundamento do que seja a EJA no Brasil (SOARES, 2004).

BIBLIOGRAFIA

- CUNHA, Conceição Maria da. Introdução – discutindo conceitos básicos. In: SEED-MEC Salto para o futuro – Educação de jovens e adultos. Brasília, 1999.

- SOARES, Leôncio José Gomes. A educação de jovens e adultos: momentos históricos e desafios atuais. Revista Presença Pedagógica, v.2, nº11, Dimensão, set/out 1996.

- SOARES, Leôncio José Gomes. O surgimento dos Fóruns de EJA no Brasil: articular, socializar e intervir. In: RAAAB, alfabetização e Cidadania – políticas Públicas e EJA. Revista de EJA, n.17, maio de 2004.

[1] Professora Doutoranda do Departamento de Educação da Universidade Federal de Viçosa

Jaboticabal oferece bolsa auxílio aos alunos do EJA

Os alunos devidamente matriculados no Programa de Jaboticabal Bolsa EJA (Educação de Jovens e Adultos) vão receber um auxílio de R$ 50. A expectativa é ampliar o projeto e atingir, em média, 1.200 pessoas.

O objetivo do projeto é incentivar a participação e conclusão do ensino fundamental de jovens e adultos fora da idade escolar. Os interessados em aderir ao programa devem procurar a secretaria de Educação e preencher um requerimento. São necessários os seguintes documentos: cópia do RG e CPF, comprovante de residência no município nos últimos dois anos, cópia do comprovante de matrícula no EJA, certidão de frequência no curso e do comprovante de abertura de conta corrente.

Também é preciso apresentar comprovante de idade, de acordo com a resolução do Conselho Nacional de Educação. Caso o interessado não tenha maioridade civil, deve ser acompanhado de um representante legal.

Os alunos começarão a receber o auxílio a partir do segundo semestre e, para não perdê-lo, precisam ter um bom rendimento escolar e frequência superior a 75%.

Em Jaboticabal, o EJA atende cerca de 400 alunos. As aulas são ministradas no período noturno, de segunda a sexta-feira, nas EMEB's CIAF I, II, III, IV e V, Palma Travassos e Paulo Freire.

Fonte: www.jornalacidade.com.br

Filmes para Professor ver




Foto: O cinema é capaz alimentar o intelecto com diversão

O cinema é capaz de alimentar o intelecto com diversão



Todos podem se espelhar em exemplos do cinema para descobrir maneiras de aprender e ensinar melhor. Sem deixar de se divertir nem se emocionar. Como explica a professora de Cinema e vice-coordenadora da Cinemateca da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Verônica Ferreira Dias, um filme "é sempre algo atrativo, porque traz entretenimento e reflexão também".

Para ela, quando a sétima arte retrata processos de aprendizado bem-sucedidos, é capaz de despertar o espírito crítico da sociedade. "As pessoas acabam repensando o sistema educacional, já que nem sempre têm paciência para ouvir discursos teóricos de especialistas". E Verônica não está sozinha. Arte-educador e doutor em Educação pela USP (Universidade de São Paulo), Marcos Ferreira dos Santos pensa de modo semelhante. "O cinema faz com que a gente tenha um ‘olho privilegiado’ e consigamos entrever coisas invisíveis em certas situações".
Por outro lado, o professor tem suas ressalvas e não acredita que campeões de bilheteria sejam os mais indicados para falar sobre Ensino. "Blockbusters são direcionados demais para fins comerciais, não saem do lugar-comum, e por isso é difícil alguém acordar para a necessidade de aprender". Será? A professora da PUC acha que os chamados "filmes de arte" não conseguem atingir as massas e acabam sendo um esforço muitas vezes sem grandes resultados.
"Algo como Legalmente Loira contesta o estereótipo da ‘patricinha loira e burra’, quando ela chega à Harvard e faz o público enxergar que o importante é o esforço pessoal", comenta Verônica. Clássico, cult ou popular, é sempre você quem decide. Conheça melhor abaixo os filmes selecionados pelo Educar que mostram como, de uma forma ou de outra, o importante é aprender uma lição para o resto da vida.

Os grandes pensadores da Educação


Tão antigo quanto a Filosofia, o pensamento educacional se desdobra em várias correntes, mas suas raízes estão fincadas na Grécia Antiga


Foto: O 'Homem Vitruviano', de Leonardo da Vinci, tornou-se o ícone da cultura renascentista

O ‘Homem Vitruviano’, de Leonardo da Vinci, tornou-se o ícone da cultura renascentista


Por trás do trabalho de cada professor, em qualquer sala de aula do mundo, estão séculos de reflexões sobre o ofício de educar. Mesmo os profissionais de ensino que não conhecem a obra de Aristóteles (384-322 a.C.), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) ou Émile Durkheim (1858-1917) trabalham sob a influência desses pensadores, na forma como suas idéias foram incorporadas à prática pedagógica, à organização do sistema escolar, ao conteúdo dos livros didáticos e ao currículo docente.

Antes mesmo de existirem escolas, a educação já era assunto de pensadores. Um dos primeiros foi o grego Sócrates (469-399 a.C.), para quem os jovens deveriam ser ensinados a conhecer o mundo e a si mesmos. Para seu discípulo Platão (427-347 a.C.), o conhecimento só poderia ser alcançado num plano ideal e nem todos estariam preparados para esse esforço. Aristóteles, discípulo de Platão, inverteu as prioridades e defendeu o estudo das coisas reais como um meio de adquirir sabedoria e virtude. O sistema de ensino que ele preconizou era acessível a um número maior de pessoas.

Abaixo estão listadas as 45 personalidades que mudaram o jeito de pensar e fazer educação:

Educação de Jovens e Adultos, problemas do passado e soluções no futuro.


É histórico, infelizmente fatídico e verídico, que a Educação de Jovens e Adultos e Idosos em alguns municípios do País (mesmo em conta o fato de que o Governo Federal tem investido de forma bastante significativa nesse setor) tem sido colocado em segundo plano, quando muito.
Hoje se vê que a EJAI, na minha concepção, em alguns lugares, (graças a Deus não em todos) transformou-se num grande cemitério de elefante, para onde são enviados os mais cansados, senis e ultrapassados profissionais, que, em alguns casos são reféns de uma educação manipuladora e burguesa, com a qual estão acostumados a fabricar em salas de aula meros espectadores. Alguns em Coordenação, tecnocratas na sua maioria das vezes, ou que exercem cargos de confiança, que se limitam à cortar papéis e a estabelecerem um processo quase “nazista”, de fiscalização e cobranças aos professores em sala de aula ou coordenadores de campo. Alguns setores menos comprometidos das Prefeituras municipais de onde partem as ordens de compra e aquisição de material, desconsideram as requisições feitas pela equipe de material didático e pedagógicos, ou para eventos de capacitação e formação de pessoal. Esses técnicos de gravatas e gavetas, que sem noção da importância da EJAI para o desenvolvimento sócio-educacional de um povo, sem noção das ações pedagógicas, chegam ao ponto de estabeleceram, sob suas óticas, as prioridades ou falta delas para as solicitações feitas pela Equipe de campo colocando essas solicitações nos fundos de uma gaveta que só tem abertura para entrada de papéis e nunca para a saída destes.
Há ainda o próprio desconhecimento de como as coisas funcionam no que se refere às políticas para EJAI estabelecidas pelo governo, seja federal, estadual ou municipal, pois a maioria de integrantes da equipe desconhece as normas, portarias, editais, liberações de recursos, valores liberados para a EJAI no município, muitos sequer sabem como calcular os ônus que cada município têm direito no que diz respeito à per capta/aluno.
Assim fica fácil entender o motivo da maioria das pessoas desconhecer questões relativas a evasão e abandono e então se encontram filosofando, discutindo em rodas de “conhecedores”, sem se atentarem para as questões aqui levantadas, querendo resolver sem uma análise fria e profunda como que querendo consertar o telhado da casa nos dias de chuva e esquecendo-se disso nos dias de estiagem…
Não obstante o fato de que algumas estruturas estejam debilitadas; conheço município com mais de 5.000 alunos em sala de aula e 03 coordenadores na secretaria e 15 em campo para uma demanda desse porte.
Agrega-se a isso falta de transporte, estrutura física sem uma sala adequada, sem telefone, acesso à rede mundial de computadores, falta de um horário definido e produtivo, gerando insatisfação à equipe interna de apoio a EJAI.
No campo, ou seja, sala de aula, professores cansados, pois sua maioria está vindo de uma demanda diária de oito horas de serviço, salários defasados, salas sujas e mal iluminadas, material inadequado, falta de formação contínua e desmotivação oriunda da própria falta de resultados aparente aos seus esforços.
Ainda deve se destacar a qualidade do material (quando tem-se), não me refiro à questão da contextualização, deixo que os especialista falem sobre isso, falo sobre sua completa falta de noção aos desejos dos alunos e professores de EJAI, livros com material de péssima qualidade, desde impressão, encadernamento, conteúdo infantilizado e ultrapassado, fotos antigas, impressão em escala de preto e branco, fotos com legendas erradas, desenhos de corpo humano como que feito às pressas, abordagens às vezes hostil e cobranças desumanas, alguns mapas com localizações equivocadas, a língua inglesa abordada de forma superficial e artes simplesmente aparecendo para acrescentar páginas dentro de um contexto extremamente aleatório.
Conheço material de EJAI de longe, de pegar e manusear, alguns chegam a causar náuseas, mas por interesse financeiro, sabe-se lá Deus de quem, lá estão eles abarrotando os almoxarifados das prefeituras [mas aí já é outro assunto].
O que quero deixar claro é isso:
Não sabemos de onde viemos mas poderemos saber para onde vamos: "seremos velhos" e se temos a graça de uma boa educação e mesmo assim desprezamos os nosso velhos (porque é sempre assim em nossa cultura de resultados) estamos sendo no mínimo hipócritas.
Está na hora da gente estudar, dos coordenadores, dos professores, prefeitos, secretários e toda essa gente voltar realmente para a EJAI um olhar menos tecnocrata e valorizar mais a EDUCAÇÃO DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS.
Há no país experiências interessantes para EJAI, conheço municípios que quando os visito nem tenho vontade de ir embora, é de encher os olhos, percebo que não é apenas um circo para inglês ver, é realmente compromisso, interesse, vontade política onde a equipe sabe a força que tem e não se deixam levar por essa ou aquela dificuldade.
Você, que é responsável pela EJAI de seu município, junte a equipe, olhe no olho, questione, defina, oriente, não sejamos inocente úteis, sejamos, sim, responsáveis de forma racional, consciente e apaixonada, porque como dizia o grande mestre: ‘sem tesão, não há solução”.

Grande abraço,

David.
Petrolina, maio de 2010.

O limite da problematização na alfabetização de jovens e adultos



Trecho do vídeo do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), do MEC, no qual a especialista Marta Durante comenta os limites da problematização da escrita na alfabetização de jovens e adultos.